terça-feira, 20 de agosto de 2013

Resenha – EP Super Metal: Edition Z – Immortal Guardian



Por Paulo Henrique Faria  

O que dizer de uma banda nova que grava e produz todo o seu primeiro EP de forma independente? Isso não é lá muito incomum, agora, fazer o som que os caras do Immortal Guardian fizeram isso sim é para poucos. Misture Power Metal com Metal Progressivo e nuances de Thrash Metal , Death Metal, adicione pitadas de Metal Core, daí você terá o ótimo “Super Metal – Edition: Z”. A banda é composta pelos jovens americanos Cody Gilliland (Bateria), Foster Minor (Baixo), Jyro Alejo (Guitarra), Gabriel Guardian (Guitarra e Teclado) e ninguém mais, ninguém menos que o experiente vocalista brasileiro Carlos Zema (Ex- HEAVEN’S GUARDIAN, ex-VOUGAN, ex-OUTWORLD).   

         O grupo foi criado em 2008, por Gabriel e Cody, moradores da cidade de San Antonio (EUA). Logo em seguida chamaram Foster e o vocalista Wesley McCool para integrarem o projeto. Em março de 2012 lançaram o primeiro EP oficial do Immortal (Também de nome Super Metal), entretanto, McCool deixou o grupo meses depois. Foi aí que entrou o ótimo papel do manager da banda, Brett Rivera, que primeiro chamou o virtuoso guitarrista de Los Angeles, Jyro Alejo e, logo em seguida Carlos Zema para assumir os vocais. A empatia de todos os envolvidos foi tremenda, tanto que no começo já deste ano de 2013, resolveram regravar todo o EP novamente, colocando as vozes de Carlos e ainda, modificando a parte lírica. Antes a temática era mais voltada para práticas Cristãs e, para não serem rotulados de White Metal, o brasileiro tratou de readequar as letras, que passaram a ter um cunho mais realista e político. Pois bem, o resultado foi mais que satisfatório e a banda embarcou aqui em terras brasileiras no começo de julho com sua primeira turnê pelo país, passando pela capital do Tocantins, Palmas, além das cidades de Goiás como Anápolis, Inhumas e Goiânia (esta última terra natal de Carlos Zema). 
         O EP tem cinco músicas e a primeira faixa chama-se “Surface”. E os gringos já começam com tudo, mostrando a que veio. A canção começa com uma introdução nervosa, bem ao estilo Power de se tocar. Os vocais variam entre o gutural e o agudo de Zema. O ponto forte do instrumental é na hora do solo, quando o guitarrista Jyro faz duetos cheios de arpejos com Gabriel, que pasmem, toca guitarra e teclado ao mesmo tempo. Vale ressaltar ainda a parte melódica, que é bem composta pelos backing vocals de todos da banda e claro, o vocal marcante de Carlos Zema, que joga os tons lá em cima. No fim, Gabriel ainda executa uma bela parte de piano para dar uma quebrada no ritmo.
         O segundo track é a paulera sonora “The Great Escape”, que começa bem ao estilo Power/Prog do SYMPHONY X – uma das maiores influências dos caras. Gabriel novamente faz dois 2 em 1, mandando ver nos solos velozes de guitarra e teclado simultâneos. Outro detalhe a se ressaltar é a capacidade de Carlos Zema de variar sua voz. O frontman vai do gutural à voz de cabeça em questão de segundos. Grande atuação e esplêndida canção! A melhor de todas para mim.  
         A número três é “Disclosure”, que é digamos a balada do registro, pois tem um estilo mais cadenciado. Diminui-se aqui a velocidade, mas não o ímpeto. No meio percebe-se a parte progressiva da coisa, cheio de quebradas e contra tempos. O baterista Cody Gilliland detona tudo na batera e ainda tem fôlego para mandar os seus screamings. O vocal de Carlos aqui é mais melódico e muito bem composto, aliás, para variar.
         A quarta e penúltima é “Nevermore”, que começa já a todo gás com vocal bem agressivo de Zema. A música hora flerta com Power, outro momento com Prog e, ao mesmo tempo com Metal Core. Acredito que deve ser por isso que usaram essa definição “Super Metal”, que ao meu entender é a junção de vários estilos dentro do Metal. Aqui Jyro e Gabriel detonam ainda mais na guitarra, mostrando-nos todas as suas apuradas técnicas e virtuosismos de guitarristas shred que são. Os duetos e solos duplicados são demais! 
         Pra fechar com chave de ouro, temos “Desperation”, canção que começa bem ao estilo Death e depois logo ganha contornos mais melódicos. O refrão é do tipo chiclete e muito bem arranjado. Aqui Cody aumenta os beats em sua bateria, espancando os pratos e caixa da batera e, ainda fazendo de seu bumbo uma metralhadora sonora. Destaque ainda para os arranjos de teclado e o baixo frenético de Foster. Que desfecho! 
         “Super Metal – Edition Z” mostra que o Metal no mundo ainda tem salvação, porque existem bandas novas de qualidade sim! O Immortal Guardian é um verdadeiro exemplo de que se pode fazer algo democrático e cheio de técnica, sem fritação e tampouco apelo comercial. Carlos Zema deixa claro que segue firme e forte com sua brilhante carreira, não ficando atrás de nenhum vocalista a nível mundial em minha opinião. O cara canta demais! A banda é boa pra caramba! E esperem, que muito em breve os americanos vão lançar seu début CD cheio, chamado “Revolution Part 1”, que já estar em fase de produção pelo renomado Roy Z, produtor de álbuns de grandes nomes do Metal como BRUCE DICKINSON, ROB HALFORD, HELLOWEEN, SEPULTURA, ANDRE MATOS e muitos outros. Vocês têm dúvidas de que vem mais coisa de qualidade por aí? Eu não.
  
Nota do EP: 10
  

Quem quiser conferir o som dos caras ao vivo, veja esse vídeo aqui:



Contatos: 

Membros:
Carlos Zema - Vocais
Gabriel Guardian - Guitarra, teclado e backing vocals
Jyro Alejo – Guitarra e backing vocals
Cody Gilliland -  Bateria e backing vocals
Foster Minor – Baixo e backing vocals

Immortal Guardian – Super Metal, Edition: Z (2013 – Independente – USA)

01.  Surface
02.  The Great Escape
03.  Disclosure
04.  Nevermore

05.  Desperation 

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